teu vulto volta vestido de preto e os pés tão pequenos
no alto
reluzindo a cor do esmalte das mãos.
eram só duas as luzes quando te olhei de longe sem saber se era o gin
ainda assim vi que era bem desse jeito
que era estreito esse gibraltar que eu tão pouco conheço
mas sei que é tudo prá mim.
de longe pareciam águas
todas voltadas prá dentro redemoinhos conventos de noviças encantadas
onde não se considera nada
que não seja excelente comportamento.
eu cheio de gin
e o teu vulto voltando para falar coisas que ninguém mais ouvia
falava que um dia viria e quem sabe depois ficaria
ouvindo billie jean cinquenta e três vezes
e esqueceria a hora, ficaria, permaneceria e esqueceria o gin.
teu vulto arrebenta as horas quebra vidraças rasga cartas mofadas reinventa auroras
deixa vizinhas zangadas, alvoroça ninhadas de passarinhos desesperados
que se perdem no vento e mais nada.
teu vulto volta vestido de preto e se estatela dentro de mim.
teu vulto volta vestido de preto e se estatela dentro de mim...
ResponderExcluirque delícia!